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O "Fantasma" Chinês: Por que a Microsoft está preocupada com a I.A. que ninguém viu chegar?

Rivaldo dos Santos

10 de jan. de 2026

Enquanto o mundo olhava para o ChatGPT, uma inteligência artificial chinesa chamada DeepSeek começou a dominar os celulares e computadores de países em desenvolvimento. Entenda a nova batalha.


Você conhece o DeepSeek? A Microsoft emitiu um alerta sobre o crescimento rápido dessa I.A. chinesa no Brasil e em países emergentes. Descubra por que ela está ameaçando o reinado das Big Techs americanas.


Se eu te perguntar o nome de uma Inteligência Artificial, você provavelmente vai dizer "ChatGPT", "Gemini" ou "Copilot". Essas são as ferramentas americanas que dominam as manchetes. Mas, nos bastidores dos relatórios corporativos, uma luz amarela de alerta acabou de acender na sede da Microsoft.

Nesta semana de janeiro de 2026, pesquisadores da gigante de Redmond divulgaram dados que mostram uma tendência curiosa e preocupante para o Vale do Silício: o crescimento silencioso, mas explosivo, de uma I.A. chinesa chamada DeepSeek em países do chamado "Sul Global" (Brasil, Índia, África e Sudeste Asiático).


Quem é essa tal de DeepSeek?


Diferente das I.A.s americanas que focam em produtos caros e assinaturas mensais em dólar, a DeepSeek (uma empresa com sede na China) adotou uma estratégia de "guerrilha". Eles disponibilizaram modelos de linguagem extremamente potentes — que competem de igual para igual com o GPT-4 em tarefas de programação e matemática — mas com uma diferença crucial: o custo.

Muitos desses modelos são "Open Weights" (pesos abertos) ou têm APIs muito mais baratas. Para um programador no Brasil ou na Índia, onde pagar US$ 20 (mais de R$ 100) por mês numa assinatura é pesado, a alternativa chinesa virou a ferramenta de trabalho favorita.


A "Rota da Seda" Digital


O relatório da Microsoft aponta que a DeepSeek não está vencendo pelo marketing, mas pela utilidade. Enquanto as Big Techs americanas travam batalhas regulatórias na Europa e nos EUA, as empresas chinesas estão preenchendo o vácuo nos países em desenvolvimento.

É a versão digital da "Nova Rota da Seda": a China fornece a infraestrutura tecnológica (primeiro foram as antenas 5G da Huawei, agora é a inteligência dos softwares) para países que o Ocidente muitas vezes deixa em segundo plano.


Por que isso preocupa os EUA?


Não é apenas sobre perder clientes. É sobre influência cultural e dados. Quem controla a I.A. que você usa, controla (sutilmente) como você vê o mundo.

  • Se você pergunta sobre história ou política para uma I.A. americana, ela tem um viés ocidental.

  • Se a população de metade do mundo começar a usar uma I.A. treinada na China, a visão de mundo, os valores e a censura embutida nos algoritmos mudam de hemisfério.


O que esperar de 2026?


Este movimento da DeepSeek prova que o mercado de I.A. não será um monopólio eterno da OpenAI ou Google. Para nós, usuários, a concorrência é ótima (gera preços menores e ferramentas melhores). Mas para a geopolítica, é o início de uma "Guerra Fria" algorítmica. O seu próximo assistente virtual pode até falar português perfeito, mas talvez o "chefe" dele esteja em Pequim, e não na Califórnia.


📚 Fontes da Notícia (Para checagem)


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